Estado de contentamento gera energia, motivação e tranquilidade

Passar a vida toda trabalhando, dedicando-se à família, aos amigos, pode ser o resumo da existência de muitas pessoas. A verdade é que não há uma receita para viver a vida, mas o que muitos buscam, constante e incansavelmente, é uma vida feliz. 
 
“Viver a vida é fazer o que gera felicidade, primeiro para você e depois para os outros, para a coletividade. Viver a vida é fazer de cada dia uma oportunidade de crescimento espiritual. É pular da cama pela manhã de empolgação e dormir por exaustão das forças físicas de tanta felicidade que distribuiu junto às pessoas ao seu redor”, diz o psiquiatra Ururahy Barroso. 
 
Para a terapeuta emocional Cidinha D´Agostino, é preciso ter muito claro o que se quer da vida. Ela diz que as coisas acontecem para nós quando o inconsciente forma um conceito que é enviado para o consciente e isso torna-se uma crença. O papel do inconsciente é atrair o que desejamos para a nossa vida. Em outras palavras, é a conhecida lei da atração. 
 
O problema, segundo a terapeuta, é que o inconsciente interpreta tudo “ao pé da letra”. Se pensar que não gosta do seu trabalho, não gosta do que faz, por exemplo, o inconsciente irá atrair exatamente isso, um trabalho que traga insatisfação e, consequentemente, uma vida infeliz. “Tem muitas coisas que a gente quer, mas fica pensando ‘não sei se vai dar’. Então você já está criando uma situação contrária àquela que quer. 
 
Se não der ênfase ao que deseja e ficar só olhando o que tem de ruim, você recria a situação. Temos de perguntar: ‘o que eu quero para a minha vida?’. Focar isso, pensar isso, falar isso porque vai ser a nossa realidade”, afirma. O que realmente tem valor na vida é o que sempre nos acompanha, segundo Barroso. “O que estava no começo da sua vida e vai te acompanhar para sempre são você e os seus sonhos. Principalmente, o sonho de se tornar uma pessoa melhor e fazer com que as pessoas ao seu redor fiquem mais felizes com a sua presença e não com a sua ausência.” 
 
O psiquiatra explica que os sonhos geram energia motivacional e devemos sempre atualizá-los. Ele diz que, quando temos sonhos para realizar, é como se estivéssemos subindo uma montanha. “Esteja sempre subindo a montanha dos seus sonhos, dos seus desafios e a energia e a motivação estarão sendo produzidas naturalmente por você, independente de família, trabalho ou amigos”, explica. Barroso vai além: “Decida ser feliz. Não acorde para trabalhar, mas para ser feliz com a família, com os amigos e com o trabalho”. 
 
Cidinha afirma que não estamos nessa vida por acaso, viemos com um propósito de felicidade. Segundo ela, é possível buscar essa felicidade também fazendo parte da felicidade do próximo. “Fazemos parte de um contexto, de um todo e todos precisam estar bem”, diz a terapeuta emocional. De acordo com Barroso, a felicidade gera saúde para o espírito, por meio da tranquilidade, e saúde para o corpo, afastando naturalmente as doenças. “Quando você gera felicidade para você e para os outros, ela te presenteia com a tranquilidade”, afirma. 
 
Vale lembrar que a felicidade está ao alcance de todos, porque, de acordo com o psiquiatra, as pessoas já possuem dentro de si a fonte eterna desse estado de contentamento. Mas ele diz que, em um erro de direção, podemos enviar energia, dinheiro e tempo para falsas fontes de felicidade. 
 
“Ser feliz é fácil. Difícil é romper com a prisão da hipocrisia da sociedade e se entregar à liberdade que gera felicidade. Ou você muda a sua vida ou a vida vai mudar você. Por que continuar sendo a mesma pessoa se você pode ser alguém muito melhor e mais feliz? Você ainda tem tempo”, complementa. 
 
Na direção correta 
 
Infelizmente, o mundo material interfere muito na vida das pessoas e pode trazer a sensação da “falsa felicidade”. Isso porque, segundo Ururahy Barroso, o verdadeiro contentamento não é viajar para fora, mas viajar para dentro, ver o mesmo mundo com outros olhos. 
 
“Viver só é um sacrifício para os olhos materiais. Nesse sentido, se fala em valer a pena, valer o sacrifício. É quando dizem que viver é matar um leão por dia. Se você está assim, meus pêsames. Bem-vindo à infelicidade. É como você viajar milhares de quilômetros e depois descobrir, cansado e velho, que, apesar da velocidade, a direção foi errada. A direção é mais importante que a velocidade. Eu não diria encontrar, mas vivenciar, manifestar, praticar a felicidade é estar desenvolvendo habilidades de relacionamento intra e interpessoal”, diz o psiquiatra. 
 
Barroso diz que é preciso transformar a prática do amor a si mesmo e ao outro, não importa quem, em sua direção, em seu foco. Ele ressalta que é muito importante começar pelo hábito de manifestar gratidão a tudo, a todos e à vida. “A gratidão gera humildade e valoriza o outro e te coloca na prática da lei natural da igualdade. Depois, vá para a fraternidade, desenvolvendo a habilidade de ser capaz de ver o outro com olhos de amor, compaixão e servidão”, afirma.

Depoimento

 João Augusto Rodrigues Moitinho é advogado e consultor  jurídico, graduado pela UNESP, estudioso da física quântica, comenta o livro Ter ou Ser, eis a nova questão.
 

O Livro

 O livro “Ter ou Ser... Eis a nova questão”, apresenta uma técnica inédita, denominada Terapêutica Emocional, em que trabalha a busca do equilíbrio e da harmonização proporcionados por novos conceitos e crenças gerados pelo indivíduo a partir do conhecimento  de sua Identidade Emocional, seja ela Ter ou Ser.

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