Especialista de Rio Preto, SP, explica Transtorno Obsessivo Compulsivo

O que para muitos é uma mania, para outros é um tormento que irá levar para a vida inteira. O TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo, é um mal que atinge cada vez mais as pessoas por causa da rotina estressante e o mundo violento em que vivemos.
 
O TOC é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa. Normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e "rituais" que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.
 
O transtorno obsessivo compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o TOC estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades diárias, os sintomas causam incômodos e angústias aos pacientes e seus familiares.
 
O empresário de São José do Rio Preto (SP) Paulo Afonso Migliorança, 53 anos, convive com estes problemas desde a época de criança. Ele acredita que começou a ter os sintomas do TOC desde que tinha por volta de 8 anos, mesmo que naquela época o transtorno ainda não fosse tão conhecido. “Eu só fui descobrir que o que eu tinha era TOC quando era maior, quando li uma matéria em um jornal e apontava todos os sintomas de quem tinha o problema, e eu tinha quase todos. Naquela época não era um problema muito comum”, afirma.
 
O TOC de Paulo é rever inúmeras vezes os planos que já fez, seja pessoalmente ou profissionalmente. Ele afirma que enquanto uma pessoa checa uma ou duas vezes uma coisa, ele costuma verificar de hora em hora. “É um desgaste muito grande, você perde muito tempo no seu dia fazendo este trabalho, enquanto uma pessoa normal resolve rapidamente. Então isso atrapalha a vida pessoal e profissional. Quando eu tinha 20 anos eu chegava a esmurrar a parede se não conseguisse rever algo. É uma coisa que você acha que consegue controlar, mas não consegue”, diz.
 
Paulo agora vem se tratando do transtorno com remédios e sessões de terapia. Ele afirma que é um processo longo e demorado. Segundo ele, foi muito difícil iniciar o tratamento porque quando descobriu o problema os tratamentos ainda não eram tão avançados como hoje. “Naquela época não tinha tanto conhecimento como tem hoje, era tudo tratado como depressão ou então síndrome do pânico. Hoje, com a psicologia e a psiquiatria andando juntos é possível ter um tratamento e levar uma vida normal”.
 
Para o psiquiatra e psicoterapeuta de Rio Preto Ururahy Botosi Barroso um dos primeiros sintomas do TOC é a ansiedade generalizada. Com isso, a pessoa começa a ter comportamentos e pensamentos repetitivos e compulsivos. “Isso foge do controle da pessoa, quando ela vê, já está fazendo. Ela não pensa para fazer e tem um caráter de culpa, condenação, se ela não faz ela acaba se culpando”, afirma.
 
Para o psiquiatra o tratamento inclui medicamentos e sessões de psicologia. Fazer apenas um dos dois não resolverá o problema. “O medicamento age no efeito e não na causa. Ela vai melhorar por um tempo, mas a causa continua. É por isso que vem a psicologia, para atuar na causa, que é emocional”, afirma.
 
Por isso, segundo Barroso, a psicoterapia vai buscar as causas que causam o transtorno, como uma perda, um trauma ou uma frustração. E isso, de acordo com ele, tem uma reação diferente em cada pessoa. “Não é o fato em si, mas o significado. Sofrer uma turbulência em um avião pode ter um significado para um, e pode gerar um pânico para outro que nunca mais vai querer viajar de avião. Então as vezes pelo TOC dá para perceber o caminho do tratamento. Um TOC de lavar as mãos, por exemplo, a gente vai buscar uma causa que pode ter sido uma sujeira na vida desta pessoa”, diz.
 
Para a terapeuta emocional Cidinha D’Agostino, de Rio Preto, a mania é totalmente diferente de um TOC. E para ela, quanto mais adiar o tratamento, pior será para o paciente. “A mania, a pessoa tem controle sobre aquilo, não é algo que lhe toma muito tempo no dia. Agora o transtorno já é algo que a pessoa não controla e quando vê, já está fazendo. E quanto mais adiar o tratamento, mais aquilo tende a fazer parte da sua vida.”
 
Mais comuns
Segundo a terapeuta, os TOC’s mais comuns nas pessoas são lavar a mão repetidamente durante o dia (por volta de 30 vezes, por exemplo), limpeza e simetria. Já dentre os menos comuns estão a conferência de algo, contagem de bolinhas ou até contagem de pontilhados no asfalto e guardar coisas sem necessidade. “O grande problema é que a pessoa começa a ficar repetitiva e perde muito tempo com isso. E começa a irritar as outras pessoas que não entendem e isso é dolorido para ela”, afirma.
 
Na opinião da terapeuta, o lado genético e, principalmente, a rotina desgastantes dos dias atuais, podem fazer com que a pessoa desenvolva o transtorno.  “O TOC é uma das doenças que mais cresce entre os transtornos, tem se tornado comum. Creio que é por causa genética, familiar  e a vida agitada do dia a dia faz com que ela se desenvolve, é um mecanismo de defesa, um medo de enfrentar a situação”, diz.
 
 FONTE:  g1.globo.com

Depoimento

 João Augusto Rodrigues Moitinho é advogado e consultor  jurídico, graduado pela UNESP, estudioso da física quântica, comenta o livro Ter ou Ser, eis a nova questão.
 

O Livro

 O livro “Ter ou Ser... Eis a nova questão”, apresenta uma técnica inédita, denominada Terapêutica Emocional, em que trabalha a busca do equilíbrio e da harmonização proporcionados por novos conceitos e crenças gerados pelo indivíduo a partir do conhecimento  de sua Identidade Emocional, seja ela Ter ou Ser.

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